A situação do vírus do Nilo Ocidental na Europa se agrava, conforme alertam as autoridades de saúde. A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) revelaram que, até o início de outubro, 18 países do continente já relataram 1.855 infecções e 141 mortes em decorrência da doença, um número alarmante que indica um aumento significativo se comparado aos anos anteriores.
Segundo Giusi Amore, especialista da EFSA, 2026 já é considerado um ano recorde para a disseminação do vírus, com um aumento de 769 casos em relação ao último relatório publicado em setembro. Os dados são preocupantes: 1.715 casos notificados na União Europeia e no Espaço Econômico Europeu estão muito acima da média de 693 casos por década.
Os países mais afetados incluem Itália, Grécia e França. A Itália lidera com 748 casos, enquanto a Grécia e a França registraram 445 e 144 infecções, respectivamente, os maiores números da história desses países. Além disso, 15 nações relataram surtos do vírus em equídeos e aves, somando 511 e 595 surtos, respectivamente.
Embora a temporada de transmissão do vírus esteja chegando ao fim, a possibilidade de casos isolados continuar a surgir nas próximas semanas não pode ser descartada. É importante que a população se mantenha informada e atenta aos riscos associados a esse vírus, que, na maioria das vezes, não apresenta sintomas, mas pode resultar em complicações graves em alguns casos.
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