A recuperação do Papa Leão XIV após a cirurgia para remoção de um tumor no pulmão direito avança conforme o esperado, segundo informações oficiais do Vaticano. No entanto, o estadiamento do câncer, que determina a extensão da doença, ainda não foi revelado e aguarda a análise dos tecidos removidos durante o procedimento realizado na última terça-feira (13).
O adenocarcinoma foi confirmado e uma parte dos linfonodos também foi retirada para avaliação, mas os resultados que definirão a necessidade de tratamentos complementares ainda estão pendentes. O médico pessoal do Papa, Luigi Carbone, junto com o cirurgião torácico Stefano Margaritora, relatou que exames realizados nesta quarta-feira (14) mostram uma recuperação normal, sem intercorrências. O pontífice já caminha, faz fisioterapia respiratória e voltou a se alimentar normalmente, o que é um sinal positivo após uma cirurgia minimamente invasiva.
A técnica utilizada, que é menos invasiva, geralmente requer um período de recuperação de duas a três semanas, e complicações são consideradas raras. Os especialistas destacam que o pulmão remanescente tende a se adaptar gradualmente à perda do lobo, especialmente em indivíduos saudáveis, como é o caso do Papa, que mantém uma rotina ativa com esportes.
A análise laboratorial dos linfonodos e do lobo pulmonar removido é crucial para determinar a gravidade da doença. O oncologista Stephen Stefani explica que a presença de células cancerígenas nos linfonodos pode indicar um estágio mais avançado do câncer, influenciando diretamente nas decisões terapêuticas futuras.
Se os resultados indicarem que o câncer está restrito ao lobo retirado, o acompanhamento poderá ser feito com apenas consultas e exames de imagem regulares. Entretanto, se houver comprometimento dos linfonodos, o tratamento pode incluir quimioterapia ou imunoterapia, dependendo da situação clínica do Papa.
O Vaticano ainda não anunciou uma data para a divulgação dos resultados, que são esperados com expectativa e podem impactar a agenda do Papa, que tem viagens programadas para Uruguai, Argentina e Peru em novembro. Cirurgiões oncológicos recomendam que, após a cirurgia, o paciente evite viagens de avião por pelo menos três semanas, o que levanta questionamentos sobre os compromissos futuros do pontífice.
