domingo, 18/10/2026

Quênia registra oitavo caso de Ebola em meio ao avanço do surto no Congo

O Quênia enfrenta um crescimento preocupante no número de casos de ebola, com a confirmação de um novo paciente neste domingo (18), elevando o total para oito infecções no país. Enquanto isso, a República…

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O Quênia enfrenta um crescimento preocupante no número de casos de ebola, com a confirmação de um novo paciente neste domingo (18), elevando o total para oito infecções no país. Enquanto isso, a República Democrática do Congo (RDC) se vê em um cenário alarmante, com o surto se espalhando para sua oitava província.

O novo caso no Quênia envolve um homem de 49 anos, que não é profissional de saúde e apresentou sintomas como febre, dor de cabeça e dores musculares. Patrick Amoth, diretor-geral de Saúde do Quênia, informou que o paciente tinha contato direto com um caso anterior, o que evidencia a facilidade de transmissão do vírus. O primeiro indivíduo infectado havia viajado da RDC para Nairóbi e faleceu em 5 de outubro.

Na RDC, a situação é ainda mais grave. Desde o início do surto, em maio, mais de 9.400 casos foram registrados, resultando em mais de 4.500 mortes, fazendo deste o surto mais mortal da história do país. Dois novos casos confirmados em Nord-Ubangi, que faz fronteira com a República Centro-Africana, resultaram em uma morte, reforçando a urgência das medidas de contenção.

Mohamed Yakub Janabi, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África, destacou que, embora os focos de ebola estejam diminuindo, a disseminação geográfica continua a ser uma preocupação. Ele alertou que um dos principais desafios é convencer os infectados a procurarem assistência médica, pois muitas mortes ocorrem nas comunidades antes que os pacientes possam ser tratados.

Em resposta ao aumento da transmissão, as autoridades de Kivu do Norte, na RDC, anunciaram restrições rigorosas, incluindo a limitação da entrada de pessoas de Ituri e a proibição de veículos com mais de duas pessoas em motocicletas ou quatro em carros. Eventos públicos, como atividades esportivas e manifestações políticas, também serão suspensos, destacando a gravidade da situação.

O coronavírus Bundibugyo, uma variante rara do ebola, é a causa deste surto, e não existem vacinas ou tratamentos aprovados disponíveis. A situação é agravada por fatores como deslocamentos massivos de população, violência de grupos rebeldes e a desconfiança da população em relação às autoridades de saúde, dificultando a resposta ao surto.