Um novo estudo da Sociedade Brasileira de Cardiologia revela uma preocupação crescente em relação à saúde de crianças e adolescentes no Brasil. A pesquisa, que analisou 6 mil estudantes de três estados, aponta que a falta de atividade física entre os jovens está se tornando uma norma alarmante, com um em cada três apresentando sobrepeso e 28% já enfrentando problemas de hipertensão.
A situação é ainda mais crítica entre os adolescentes obesos, onde seis em cada dez apresentam pressão alta. O levantamento destaca que muitos desses jovens se exercitam, em média, apenas duas horas por semana durante as aulas, um tempo irrisório frente às recomendações de saúde. O cardiologista Álvaro Avezum, membro da SBC e coordenador do projeto Coração, observa que 12% dos jovens passam mais de sete horas diárias em frente a telas, um dado que reflete uma tendência preocupante de sedentarismo.
O impacto desse comportamento não se limita à infância. Um estudo internacional envolvendo 31 países constatou que quase 37% dos jovens entre 18 e 24 anos não atingem a mínima recomendação de 30 minutos de atividade física semanal. A SBC alerta que 90% dos casos de infarto e AVC poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida, sendo crucial que essas transformações comecem na juventude.
Bruna, uma adolescente que decidiu mudar seus hábitos, ilustra bem esse desafio. Após um período de baixa autoestima, ela foi incentivada por uma ação escolar a adotar uma alimentação saudável e se envolver em atividades físicas. “Comecei a me apaixonar pela alimentação saudável”, diz ela, que agora se exercita cinco vezes por semana. Sua mãe, Denise, enfatiza a importância da conscientização promovida na escola para a transformação da filha.
Os especialistas recomendam que os jovens adotem hábitos saudáveis desde cedo, como não fumar, praticar exercícios regulares e manter uma alimentação equilibrada. Isso não apenas melhora a saúde imediata, mas também reduz significativamente o risco de doenças cardiovasculares na vida adulta.
À medida que a sociedade enfrenta esses desafios, é fundamental que pais, educadores e a comunidade em geral se unam para promover um estilo de vida mais ativo e saudável para as novas gerações.


