Instituído pela Constituição Federal de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) representa um marco importante na história da saúde pública brasileira, emergindo como um símbolo da redemocratização do país após anos de autoritarismo. Sob a liderança de Ulysses Guimarães, a Assembleia Nacional Constituinte, formada por representantes do povo, não apenas reestruturou as normas democráticas, mas também incluiu a saúde como um direito fundamental de todos os cidadãos.
A criação do SUS não pode ser atribuída a uma única figura política; foi, na verdade, o resultado de um amplo movimento que mobilizou profissionais de saúde, acadêmicos e organizações da sociedade civil em prol de um sistema de saúde que garantisse acesso universal e gratuito. Essa mobilização foi crucial para assegurar que a saúde fosse reconhecida como uma responsabilidade do Estado, transcendendo os limites da Previdência Social, que antes restringia o atendimento a trabalhadores formais e seus dependentes.
Embora a Constituição tenha estabelecido os princípios do SUS em 1988, a operacionalização do sistema só foi concretizada em 1990, durante o governo de Fernando Collor de Mello. Assim, enquanto a Constituição proclamava o direito à saúde, as legislações subsequentes foram encarregadas de definir como esse direito seria efetivamente acessado pela população.
Atualmente, o SUS desempenha um papel vital na saúde pública, oferecendo uma ampla gama de serviços, que vão desde atendimentos em unidades básicas de saúde até consultas, exames, cirurgias e vacinação. Além disso, é responsável por ações de vigilância sanitária e epidemiológica, reforçando seu compromisso com a saúde coletiva e o bem-estar da sociedade brasileira.


