A recente morte do ator Patrick Stewart, conhecido pelo icônico papel do Professor Xavier na saga “X-Men”, trouxe à tona uma condição que afeta milhares de pessoas: a demência por corpos de Lewy (DCL). Este tipo de demência, que é uma das mais prevalentes no mundo, é marcada pela presença de depósitos anormais de proteínas chamadas alfa-sinucleínas nos neurônios, causando sérios comprometimentos nas funções cognitivas, motoras e comportamentais.
A DCL é considerada a segunda forma de demência neurodegenerativa mais comum, logo após o Alzheimer, representando aproximadamente 10% dos casos de demência diagnosticados. Assim como Stewart, muitos pacientes lidam com a complexidade de ter mais de uma condição neurodegenerativa, uma vez que o ator também sofria de Alzheimer, que provoca uma perda progressiva da memória e de outras funções cognitivas essenciais.
No que diz respeito ao tratamento, a abordagem para a demência por corpos de Lewy envolve o uso de medicamentos que são frequentemente utilizados para tratar o Alzheimer, como os anticolinesterásicos e a memantina. Segundo especialistas, esses fármacos podem, em alguns casos, ser ainda mais eficazes para a DCL do que para o Alzheimer. Para os sintomas motores, os médicos frequentemente prescrevem medicamentos para Parkinson, como a levodopa, que ajudam na reposição da dopamina no cérebro.
Além do tratamento medicamentoso, é importante considerar a prevenção. Embora não haja causas genéticas diretas para a DCL, fatores ambientais, como exposição a agrotóxicos e poluição, bem como um estilo de vida sedentário e descuido com a saúde cardiovascular, podem exacerbar a condição. Portanto, adotar hábitos saudáveis, incluindo uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios, é essencial para reduzir o risco de desenvolvimento dessa e de outras demências.
Crédito da imagem: Patrick Stewart em 'Star Trek'



