O linfoma não Hodgkin, uma categoria de câncer que afeta o sistema linfático, deverá registrar anualmente cerca de 12.560 novos casos no Brasil entre 2026 e 2028, conforme as previsões do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Essa doença, que ganhou notoriedade após afetar o cantor Netinho, de 59 anos, é a 11ª mais comum no país, excluindo os tumores de pele não melanoma. A gravidade do assunto é reforçada por dados que mostram sua crescente incidência, especialmente entre homens e em regiões como Sul e Sudeste.
Segundo o Inca, a previsão é que, anualmente, 6.580 homens e 5.980 mulheres sejam diagnosticados com a doença. A taxa geral de incidência é estimada em 5,87 novos casos para cada 100 mil habitantes, com um aumento notável entre os homens (6,30) em comparação às mulheres (5,45). Essa diferença de gênero e a variação regional destacam a necessidade de atenção e estratégias específicas de prevenção e tratamento.
O linfoma não Hodgkin não se limita a uma única condição, mas abrange mais de 50 tipos diferentes de câncer, cada um com características únicas de evolução e resposta ao tratamento. Globalmente, a doença é responsável por aproximadamente 553 mil novos casos anualmente, representando 2,8% do total de diagnósticos de câncer, com maior incidência observada na América do Norte e Europa. No Brasil, enquanto os novos casos aumentam, o número de mortes por linfoma não Hodgkin também é alarmante; em 2023, foram registrados 4.860 óbitos, destacando a urgência de ações eficazes no combate à doença.
A disparidade na incidência entre regiões é notável. No Sul, o linfoma não Hodgkin é o 10º câncer mais comum entre homens e o 8º entre mulheres. Já no Centro-Oeste, ocupa a 10ª posição entre os homens, enquanto no Sudeste, as taxas de incidência estão entre as mais altas do país. Esse panorama regional evidencia a complexidade do linfoma não Hodgkin e a necessidade de um olhar atento às particularidades locais.
Além das variáveis de gênero e região, a idade é um fator determinante na incidência da doença. Embora o linfoma possa atingir pessoas de qualquer faixa etária, sua prevalência aumenta com o envelhecimento. As condições que comprometem o sistema imunológico, como doenças autoimunes e infecções, também estão ligadas ao desenvolvimento do câncer, assim como exposições a substâncias químicas e radiação ionizante.
Os sintomas do linfoma não Hodgkin podem variar, mas um dos principais sinais é o aumento dos gânglios linfáticos. Outros sintomas podem incluir febre, suor noturno, perda de peso e fraqueza. O tratamento depende do tipo específico de linfoma e pode envolver quimioterapia, imunoterapia, ou mesmo transplante de medula óssea, com taxas de cura variando entre 60% e 70%.
É crucial distinguir o linfoma não Hodgkin do linfoma de Hodgkin, uma vez que ambos possuem características celulares e padrões de evolução diferentes. O diagnóstico preciso é essencial para determinar a melhor abordagem terapêutica e prever a evolução da doença.
No caso de Netinho, ele compartilhou sua batalha contra o linfoma não Hodgkin nas redes sociais, onde relatou sua jornada. Após um período de remissão, o retorno da doença em uma forma mais agressiva gerou preocupação e solidariedade entre seus fãs. A experiência do artista ilustra a luta de muitos que enfrentam essa condição, sublinhando a importância da conscientização e do apoio contínuo para os diagnosticados com essa forma de câncer.
