quarta-feira, 21/10/2026

Transplante de fígado em mulher britânica levanta preocupações sobre uso de ashwagandha; Anvisa reforça banimento da erva no Brasil

A história de Lois Kinder, uma britânica de 44 anos, levanta questões alarmantes sobre a segurança de suplementos naturais, especialmente a ashwagandha, uma erva frequentemente promovida como um calmante eficaz. Após um ano consumindo…

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A história de Lois Kinder, uma britânica de 44 anos, levanta questões alarmantes sobre a segurança de suplementos naturais, especialmente a ashwagandha, uma erva frequentemente promovida como um calmante eficaz. Após um ano consumindo gomas desse produto, Lois entrou em coma e teve que passar por um transplante de fígado, com os médicos acreditando que sua condição foi desencadeada pelo uso do suplemento.

A ashwagandha, originária da Índia, é amplamente comercializada em várias formas, como cápsulas e gomas, e é usada para tratar estresse, distúrbios do sono e desequilíbrios hormonais. Contudo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Brasil já alertou que a eficácia e segurança desse produto não foram devidamente comprovadas, levando à sua proibição no país desde novembro de 2022. Apesar disso, a venda ilegal de produtos contendo a erva ainda persiste no mercado brasileiro.

Lois não apenas usava as gomas, mas também as promovia em suas redes sociais, recebendo produtos de empresas renomadas para revender. A situação se agravou quando começou a apresentar icterícia, um sinal claro de falência hepática. O fígado, incapaz de processar a bilirrubina, fez com que a pele e os olhos de Lois ficassem amarelados, uma condição que precedeu a necessidade de um transplante.

Durante a cirurgia, Lois enfrentou complicações graves, incluindo paradas cardíacas, resultantes de um coágulo que bloqueou a artéria pulmonar. Infelizmente, esse não é um caso isolado; a literatura médica já documentou diversas lesões hepáticas associadas ao uso de ashwagandha. Estudos apontam que, embora muitos pacientes experimentem a recuperação após interromper o uso, há registros de casos que resultaram em transplante ou até morte.

No Brasil, a regulamentação sobre suplementos alimentares é rigorosa, e somente ingredientes autorizados pela Anvisa podem ser utilizados. A agência tem reforçado a importância da fiscalização e da denúncia de produtos não regulamentados, alertando que a comercialização de suplementos com promessas de cura é estritamente proibida. Diante da crescente popularidade de produtos naturais, é crucial que os consumidores fiquem atentos e busquem orientação médica antes de iniciar qualquer tipo de suplementação.

Crédito da imagem: Mulher de 44 anos tomou gomas da erva por cerca de um ano